Os impressos na “Era Digital”

Os recursos digitais lançados quase que diariamente, convidam o usuário a esperimentar sensações, graças a interatividade que os mesmos oferecem. Chegaram a cogitar a “extinção” dos impressos, até que um belo dia mídias como a que postamos há algum tempo convidando o leitor a comê-la de verdade surgiram. Na verdade há muito tempo a indústria gráfica utiliza texturas, aromas, relevos,…

Uma materia muito legal no site da Gráfica Côrtes trata sobre os valores agregados ao impresso estimulando um ou mais sentidos, criando um link maior entre leitor e a informação, o produto,… Confira um trecho abaixo:

“Visão: O maior número de receptores do corpo humano está nos olhos, o que significa que a maior parte das informações recebidas entra como imagem e é processada espontâneamente, em segundos ou até em frações de segundo. Desta forma, os produtos devem se destacar e prender a atenção do consumidor através de efeitos especiais, assim como novos formatos e materiais.
As possibilidades de finalização incluem: Verniz (glitter, localizado, relevo, fosco), coldfoil e hotfoil, laminação, o uso de tintas especiais (alta pigmentação e hexachrome) e variação de lineatura (mudança da quantidade de aplicação de verniz).

Tato: Estudos mostram que produtos com uma superfície agradável são melhor aceitos do que os outros. A textura de uma superfície pode ser criada através da escolha do material, verniz, verniz veludo, corte e vinco e relevo, assim como verniz localizado e tintas térmicas, que podem dar um efeito surpresa, já que as cores mudam de acordo com as diferentes temperaturas e com o toque.

Audição: O silêncio total ou o sussurante som de folhear uma revista são exemplos de sons que influenciam o jeito pelo qual um produto é percebido. O som agradável de abrir uma embalagem, por exemplo, dá ao consumidor uma sensação de frescor, estabilidade e qualidade.

Olfato: No caso de vernizes aromatizados, as essências ficam em microcápsulas que abrem quando são friccionadas, raspadas ou cortadas, liberando aromas que revelam e reforçam a mensagem do impresso. A essência do café, por exemplo, já se tornou um “enfeitiçador de nariz” em brochuras, anúncios e calendários incentivando o consumidor a comprar ou tomar café.

Paladar: O nosso paladar pode ser ativado com produtos feitos de papel comestível, por exemplo, e que quando lambidos liberam o gosto escondido ali e ativam as papilas gustativas. Os correios da Suíça planejavam produzir um selo com sabor de chocolate. Mas o doce plano dos suiços não deu certo, principalmente por um problema de higiene e porque, por experiência, o material adesivo iria se desfazer devido à quantidade de lambidas. Ao invés disso, o selo foi feito somente com a essência.

“Sensualizando”
Como os produtos podem ficar mais atrativos é sempre uma questão das expectativas do público alvo e do tipo de produto. No caso de embalagens de cosméticos e mailings para um público específico, os consumidores esperam alta qualidade estética e efeitos surpresa. Já em embalagens de detergente e cereais, os consumidores consideram muito mais os aspectos funcionais, como a facilidade de manuseio do produto. O efeito que um produto impresso causa no consumidor, seja a impressão, o aroma, a textura ou a cor depende muito de fatores culturais e experiências específicas em cada mercado. Muitos europeus, por exemplo, detestam o durião, uma fruta apreciadíssima na Ásia. Já os asiáticos acham estranhíssimo que os europeus coloquem fatias de queijo no pão. Com isso, vemos que o poder de sedução dos produtos tem suas particularidades regionais.”

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